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Escrito por Filipe Ramos   
Quinta, 20 Setembro 2007 00:41

 

A história da Casa do Benfica em Penamacor começa a desenhar-se nos pés de João Vieira Pinto e nessa espectacular goleada aplicada pelo nosso Benfica aos rivais de sempre e logo em território adversário como foi o caso de Alvalade que nessa tarde ficou muda perante a actuação sublime do nosso clube nos célebres 6-3.

A Beira Baixa sempre foi terra de muitos adeptos do clube da águia e Penamacor não foge á regra sendo o concelho predominantemente afecto ás cores encarnadas.

Na semana após a exibição de Alvalade e já com o campeonato á vista, um grupo de amigos decide organizar um almoço para comemorar essa goleada histórica e unir os benfiquistas de Penamacor e não só.

Começa então a correr de boca em boca, a organização de um almoço que seria histórico pois para além de unir muitos adeptos á volta do nosso clube, foi á mesa no "Café Central" que começou a germinar a ideia de que era possível, Penamacor poder a contar num futuro próximo com algo mais do que apenas uma reunião esporádica de adeptos á mesa e foi nessa tarde de um sábado de Maio de 94 que principiou o sonho que mais tarde viria a tornar-se realidade.

O tempo passa mas a ideia estava lá e aos poucos e poucos através do impulso de um grande benfiquista que infelizmente já não está entre nós, o Engenheiro João Boavista, a Casa do Benfica em Penamacor começa a surgir como possibilidade cada vez mais perto de se concretizar.

O nosso saudoso membro fundador deslocou-se várias vezes a Lisboa e muita correspondência começava a ser trocada entre Penamacor, Sines e Lisboa pois o Benfica dava então autorização para ser criada em Penamacor mais um exemplo de amor ao nosso clube e assim a futura Casa do Benfica nº 89, estava muito perto da sua fundação…

De novo reunidos á mesa mas tendo agora como cenário, o magnifico Recinto de Nossa Senhora do Incenso, os benfiquistas aí reunidos decidem começar a atribuir numeração aos sócios numa escolha que deu privilégio aos dois sócios mais antigos do Benfica e assim Álvaro Abreu (já desaparecido), passou a ser o sócio nº 1 e Artur Oliveira Araújo passava a ser o sócio nº2.

Os restantes nomes escolhidos pelo seu benfiquismo foram todos colocados num saco e os 10 nomes ficaram assim ordenados:

3- José Bogas Leitão

4- João José Pinto Boavista

5- António Vicente Neves

6- Armando Humberto Ribeiro

7- Simão Esteves Carreirinho

8- Luis Filipe Ramos Teixeira

9- António Mário Folgado Vitorino

10- Maria de Jesus França Martins

11- Rui Pedro Henriques

12- Luis Manuel Martins Seguro

O ano de 1997 começava então com grande espírito benfiquista e depois de a 3 de Janeiro se terem atribuídos os números dos primeiros sócios, chega o tão aguardado dia que ficará marcado a letras de ouro na história da nossa colectividade.

È numa tarde fria, que em pleno Estádio da Luz, João Boavista se reúne com Carlos Móia, um dos vice-presidentes da então direcção do Benfica presidida por Manuel Damásio para limar as derradeiras arestas existentes para a constituição da Casa do Benfica em Penamacor.

Depois desse encontro ao mais alto nível, a direcção do Sport Lisboa e Benfica reúne e então na tarde de 16 de Janeiro, autoriza que seja criada a Casa do Benfica em Penamacor que passará a ter o número 89, estando assim dado o passo para o encerrar do primeiro capítulo da nossa jovem mas já bem recheada história…

A criação de uma Casa do Benfica faz despertar o benfiquismo e então a Comissão instaladora constituída pelos primeiros 12 sócios procura uma localização central para a nossa sede e a escolha fica "abençoada" com o aluguer de um primeiro andar mesmo em frente á Igreja Matriz de Penamacor.

De Janeiro a Março, a Comissão trabalha para abrir as portas e é no dia 29 de Março, que é feita a abertura da Casa aos sócios e simpatizantes.

Para assinalar esta data, é organizado um Torneio de Basquetebol, algo inédito até então em Penamacor e que constituiu uma grande jornada desportiva em pleno Pavilhão Gimnodesportivo de Penamacor.

Até Penamacor se deslocou a equipa do Sport Lisboa e Benfica (representando a Casa do Benfica em Penamacor), da Caixa Geral de Depósitos (Lisboa), do Grupo Desportivo Borealis (Sines) e a equipa dos Amigos do Basket (Covilhã) num torneio ganho pela equipa representante de uma instituição bancária.

Depois desta jornada desportiva, o dia 30 de Março fica também na história pelo facto de ter sido nesse dia que ao longo de todo o Domingo, pela primeira vez se ter votado para os Órgãos Sociais da Casa do Benfica em Penamacor.

Apenas uma lista se apresenta a sufrágio, encabeçada por António Mário Vitorino e a mesma é eleita por 41 dos 43 votantes num universo de 122 associados numa votação que teve 35% de afluência ás urnas.

O tempo passa e no dia 2 de Maio, dá-se então a tomada de posse dos Órgãos Sociais com os presidentes eleitos a serem respectivamente:

Assembleia-geral: António Neves Bento

Direcção: António Mário Vitorino

Conselho Fiscal: Domingos Manuel Torrão

Começa então a nascer a ideia de realizar mais um convívio e essa jornada acaba por ficar marcada para o dia 10 de Junho, um dia marcado por ser Sábado, ser feriado e por ser nesse dia que o nosso clube iria medir forças no Jamor com o Boavista na grande festa do futebol nacional, a Final da Taça de Portugal.

O almoço decorreu em grande clima de fervor clubistico mas começavam a roer-se as unhas para a hora do jogo e a tarde foi aziaga para as cores encarnadas tudo "culpa" de um Nuno Gomes que mais tarde nos daria muitas alegrias e o Benfica saiu derrotado do Jamor por 3-2.

Curiosamente começava aqui a sina dos resultados negativos em dias de convívio da nossa Casa.

Em pleno Agosto, a Casa do Benfica recebe o seu baptismo de fogo na "Catedral" no dia da apresentação do plantel para a época 97/98, desfilando para milhares de pessoas á volta do Estádio juntamente com outras 89 "Casas", o que mostrou bem a grandeza do nosso clube nesse dia, o resultado esse não seria bom para as nossas cores e a Lazio de Roma ganharia por 1-0, estragando a festa encarnada.

O ano não fecharia sem uma passagem de testemunho na presidência do nosso clube, saindo Manuel Damásio e entrando João Vale e Azevedo, ele que também ficaria ligado á história da nossa colectividade.

Virando a página do calendário e dando um salto no tempo, o dia 19 de Janeiro de 1998 enche-nos de orgulho pois nesse dia, várias dezenas de associados deram os parabéns pelo primeiro aniversário e a Direcção salientava já então ter ideias ambiciosas para colocar em prática, prometendo muito trabalho e dedicação á causa benfiquista e á causa penamacorense…

Para tudo estar completo, faltava a escritura Pública de Constituição da Casa do Benfica em Penamacor que é assinada a 19 de Janeiro tendo a nossa colectividade como representantes, João José Pinto Boavista, Luis Manuel Martins Seguro e Maria de Jesus França Martins.

Era agora oficial, a Casa do Benfica em Penamacor e a nº 89 não fica parada e em Fevereiro decide proporcionar um dia mágico aos mais novos com uma visita organizada ao "Ninho da Águia" em colaboração com o Departamento de Casas do Benfica e no regresso a casa, muitos sorrisos eram garante de uma jornada bem passada…

Faltava ainda algo para o sonho estar cumprido e esse "algo" era a Inauguração Oficial da nossa Casa e então, a partir de Abril, arrancam em pleno Estádio da Luz, uma série de reuniões que haverão de conduzir á inauguração oficial da Casa do Benfica em Penamacor e que têm como representantes, João Boavista, Vice-Presidente da nossa colectividade e Maria Teresa Queiroga, em representação do Sport Lisboa e Benfica.

Ainda no mês da "liberdade", é em pleno dia 25 de Abril, que no âmbito do Passeio Motard, "Do Mar á Raia", o Grupo Motard do Litoral alentejano inclui uma visita ás nossas instalações e o nome de Penamacor passa a ser conhecido em pleno Litoral Alentejano.

Em várias reuniões de direcção, começaram então a surgir ideias de possíveis actividades para realizar e uma das que teve logo melhor aceitação foi a da Pesca Desportiva, muito por culpa do nosso Associado José Carlos Gonçalves, um amante deste desporto e a Casa do Benfica uniu então esforços e a 12 de Julho, surge o 1º Convívio de Pesca Desportiva que aconteceu na Barragem da Meimoa e que constituiu um assinalável êxito conforme imprensa da altura.

Este Domingo quente de Julho abre as portas ao sucesso organizativo de uma prova que passou a ter uma importância muito grande no panorama da Pesca Desportiva.

Este ano de 1998 não encerra sem mais uma demonstração de clubismo com cerca de 90 convivas a confraternizarem em pleno Recinto de Nossa Senhora do Incenso.

De 1998 a 2007, muita coisa aconteceu na nossa colectividade mas isso vamos deixar para novos  e futuros capítulos…

Actualizado em ( Terça, 15 Julho 2008 20:22 )
 
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